Agroindústria nacional teve expansão de 0,5% no primeiro mês do ano
A produção da agroindústria brasileira teve um crescimento de 0,5% em janeiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Índice de Pro...
A produção da agroindústria brasileira teve um crescimento de 0,5% em janeiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro). O resultado do primeiro mês do ano “escapou” das turbulências geopolíticas dos meses seguintes, e ainda não refletiu a guerra no Oriente Médio nem a decisão da Suprema Corte americana de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump. O comportamento do setor destoou da indústria de transformação do país, que enfrentou uma contração de 1,9% em janeiro. O resultado foi impulsionado pelas indústrias de produtos alimentícios e bebidas, que tiveram um crescimento conjunto de 1,9%, sendo uma alta de 2% na produção de alimentos e de 1,3% na fabricação de bebidas em geral. O segmento que mais cresceu em janeiro foi o de alimentos de origem vegetal, que registrou uma expansão de 5,1%. Houve aumento da fabricação de conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz, trigo e de refino de açúcar. Leia também Agroindústrias anunciaram R$ 60 bilhões em investimentos em 2025 Agronegócio pede linha para capital de giro e desoneração em fretes Também houve alta de 0,5% na produção de alimentos de origem animal, mas em um ritmo menor do que nos meses anteriores. O segmento tem sido impulsionado pela produção de carnes, laticínios e pescados. Na indústria de bebidas, o crescimento foi garantido pela alta de 3,5% na produção de bebidas não alcoólicas, enquanto a produção de alcoólicas manteve sua trajetória de declínio, com baixa de 0,8%. A indústria de bebidas alcoólicas tem sido afetada pela redução do consumo entre o público jovem. Já as agroindústrias não alimentícias tiveram um desempenho negativo no primeiro mês do ano, puxadas pela queda na produção de insumos agropecuários (-0,5%), produtos têxteis (-7,6%) e produtos florestais (-2,3%). Na contramão, houve alta na produção de biocombustíveis (27,6%) e fumo (12,1%). Os dois segmentos têm pesos menores na formação do índice das agroindústrias não alimentícias, e suas altas não compensaram a queda dos demais segmentos.