Café sobe 4% em Nova York após ajuste técnico

Um movimento de ajustes técnicos deu impulso aos preços do café na bolsa de Nova York. Nesta terça-feira (24/3), os papéis para maio fecharam em forte alta...

Café sobe 4% em Nova York após ajuste técnico
Café sobe 4% em Nova York após ajuste técnico (Foto: Reprodução)

Um movimento de ajustes técnicos deu impulso aos preços do café na bolsa de Nova York. Nesta terça-feira (24/3), os papéis para maio fecharam em forte alta, de 3,9%, a US$ 3,1915 a libra-peso. De acordo com Vicente Zotti, diretor da NRP Agro, a movimentação pode ser explicada por uma cobertura de posições vendidas, com a proximidade do vencimento das opções do contrato para maio. Ainda segundo ele, os investidores ajustaram suas posições já se preparando para um cenário de baixa que se avizinha no mercado do café. “Essa alta é importante para o mercado ganhar um pouco de liquidez, e serve como um impulso final para o movimento de queda que é esperado a partir da entrada da safra no Brasil”, destaca Zotti. Segundo cálculos da NRP Agro, o Brasil pode colher 68 milhões de sacas de café em 2026/27, um número abaixo daquele projetado por outras casas, que gira em torno das 70 milhões de sacas. “Teremos uma safra boa, mas que não será recorde. Ainda assim, esse será o primeiro superávit da nossa produção em quatro anos”. Suco de laranja O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) disparou na bolsa de Nova York mais uma vez apoiado por ajustes técnicos. Os contratos com entrega para maio fecharam em alta de 6,17%, cotados a US$ 1,7195 a libra-peso. Açúcar Em dia de nova alta do petróleo, o preço do açúcar avançou em Nova York. Os contratos do demerara com vencimento em maio subiram 2,32%, cotados a 15,88 centavos de dólar a libra-peso. Após a forte baixa na véspera, o petróleo voltou a subir, com alta de 4% no início da tarde, e deu sustentação aos valores do açúcar. Quando o petróleo fica mais caro, o etanol tende a ganhar competitividade em relação à gasolina. Esse cenário pode motivar as usinas a direcionarem mais matéria-prima para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar. Cacau O cacau se valorizou em dia de ajustes técnicos. Os lotes com vencimento em maio fecharam em alta de 1,73%, a US$ 3.235 a tonelada. Algodão O algodão fechou a sessão em Nova York com preços em leve alta. Os contratos para maio avançaram 0,65%, cotados a 67,62 centavos de dólar por libra-peso.