China suspende compras de carne bovina de três frigorÃficos do Brasil por uso de hormônios sintéticos
Dois dias depois de reabilitar três frigorÃficos brasileiros que estavam com vendas embargadas desde março de 2025, a China suspendeu licenças de outras trÃ...
Dois dias depois de reabilitar três frigorÃficos brasileiros que estavam com vendas embargadas desde março de 2025, a China suspendeu licenças de outras três unidades que exportavam para o paÃs. As plantas pertencem à JBS, Prima Foods e Frialto. A medida já era esperada por exportadores brasileiros, como adiantou a reportagem. A comitiva do ministro da Agricultura, André de Paula, havia sido comunicada pelas autoridades chinesas na terça-feira (19/5) sobre a aplicação da medida a partir de quarta-feira (20/05). A Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) informou a suspensão das licenças de exportação das unidades da Prima Foods (SIF 157, em Araguari-MG), da Frialto (SIF 4490, em Matupá-MT) e da JBS (SIF 51, em Pontes e Lacerda-MT). As plantas foram suspensas por conta da identificação de hormônios sintéticos usados como medicamento veterinário no gado, o que é proibido pela China em testes realizados nas carnes enviadas ao paÃs. O Ministério da Agricultura não respondeu ao pedido de comentário. Reação do setor A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) afirmou, em nota, que acompanha a o caso em conjunto com o Ministério e confia na normalização dos embarques dos frigorÃficos em breve. "O Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contÃnuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois paÃses", disse a Abiec. A entidade acrescentou que a medida tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes. "O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação", concluiu. *O jornalista viaja a convite da Abiec Initial plugin text