Com aposentadoria, estrela do vôlei pretende se dedicar à criação de cavalos em fazenda no interior de SP
O anúncio da aposentadoria marca o fim de uma trajetória sólida e de muito sucesso no voleibol brasileiro para Carol Gattaz. Aos 44 anos, a atleta se despede...
O anúncio da aposentadoria marca o fim de uma trajetória sólida e de muito sucesso no voleibol brasileiro para Carol Gattaz. Aos 44 anos, a atleta se despede das quadras nesta terça-feira (24/3), às 21h (de Brasília), no duelo entre Praia Clube e Tijuca, pela última rodada da fase classificatória da Superliga Feminina. A liderança e a regularidade no esporte são marcas conhecidas por quem a acompanhou ao longo de duas décadas de carreira. Fora das quatro linhas, há um outro lado que também chama atenção: a forte ligação com o agro. Leia mais Famosos são donos de fazendas luxuosas; conheça e veja fotos Estas celebridades cresceram na fazenda e você (provavelmente) não sabia Wesley Safadão é dono de dois dos cavalos mais caros do Brasil; conheça Carol Gattaz pertence à quarta geração de uma família de produtores rurais e, junto com as irmãs, Marcela e Renata, é proprietária de uma fazenda em Ilha Solteira (SP). A propriedade é administrada pelo pai, Maurício Saad Gattaz, mas o trio faz questão de participar da rotina do local. A fazenda no interior de São Paulo é focada na produção de cana-de-açúcar e também conta com criação de gado de corte da raça Brahman e cavalos da raça Quarto de Milha, outra grande paixão da jogadora. Conheça as origens rurais da estrela do vôlei brasileieo “A Carol ama cavalos. Sempre que pode e tem alguma folga, vai à fazenda. O nosso bisavô foi um desbravador na região, e isso passou para o nosso avô, para o nosso pai e para a gente. Nós, praticamente, nascemos lá”, conta Marcela, em entrevista à Globo Rural. Além do vôlei, Gattaz é dona de fazenda e tem criação de cavalos Arquivo pessoal A conexão com o campo deve ganhar ainda mais força a partir de agora. Os planos ainda não estão totalmente definidos, mas um dos objetivos da medalhista olímpica ao se aposentar das quadras é estar mais presente na propriedade. Initial plugin text "Ela tem um amor enorme pelos animais e por tudo o que é ligado ao campo e à terra. Isso vem de família, né? Então, deve voltar para a nossa cidade e cuidar mais desse lado agropecuário que ela tem. Acredito que ela continue em alguma atividade no esporte, mas também faça mais coisas relacionadas ao agro”, diz a irmã. + Técnico do Flamengo produz azeite premiado e vinhos de videiras centenárias Uma curiosidade ajuda a explicar a relação intensa com o campo desde cedo. Ainda na infância, antes de se dedicar ao voleibol, Carol Gattaz chegou a competir no Campeonato Nacional da Associação Brasileira de Quarto de Milha (ABQM) em provas de três tambores, modalidade equestre que exige velocidade, habilidade e sintonia entre atleta e cavalo. No entanto, apesar do desempenho e vitórias em rodeios na região de São José do Rio Preto (SP), a altura acabou interferindo, e ela optou pelo voleibol. O esporte Carol Gattaz começou a jogar vôlei aos 15 anos e construiu uma carreira de sucesso. Ao longo dos anos, passou por equipes tradicionais, como São Caetano, Minas, Osasco, Campinas e Praia Clube, além de vestir a camisa da seleção brasileira. Os títulos da carreira são inúmeros, com destaque para a prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, na Copa do Mundo e na Liga das Nações. Também faturou cinco vezes a medalha de ouro no Grand Prix, duas na Copa dos Campeões e uma no Sul-Americano. Pela Superliga Feminina, levantou o troféu sete vezes, quatro pelo Minas.