Conab divulga ‘lucro social’ de R$ 18,4 bilhões

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reportou, pela primeira vez, o seu “lucro social”, que chegou a R$ 18,4 bilhões em 2025. O indicador mostra q...

Conab divulga ‘lucro social’ de R$ 18,4 bilhões
Conab divulga ‘lucro social’ de R$ 18,4 bilhões (Foto: Reprodução)

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reportou, pela primeira vez, o seu “lucro social”, que chegou a R$ 18,4 bilhões em 2025. O indicador mostra que a cada R$ 1 investido na estatal retornaram R$ 8,78 para a sociedade brasileira. Segundo a Conab, o número reflete, em valores financeiros, o retorno efetivo que as políticas públicas de abastecimento, segurança alimentar e nutricional e a inteligência agropecuária entregaram à população em geral. “Esse retorno expressivo se traduz em geração de renda no campo e comida na mesa de quem precisa. O resultado se expressa no fortalecimento da agricultura familiar, na produção e disseminação de informações estratégicas para orientar a atividade agrícola — de pequenos a grandes produtores — e no fomento às economias locais”, apontou a Conab, no balanço da gestão de 2023 a 2025, do presidente Edegar Pretto, divulgado na quarta-feira (25/3). De acordo com a Conab, o indicador é impulsionado pela capilaridade das ações executadas pela estatal no país, como a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade (Sociobio Mais), o Programa de Venda em Balcão (ProVB), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a Ação de Distribuição de Alimentos (ADA), a Inteligência Agropecuária e os serviços de armazenagem. Leia também Conab quer mais R$ 1,5 bilhão para reforçar estoques e comercialização Sílvio Porto será o próximo presidente da Conab, diz ministro A metodologia utilizada pela Conab para calcular o lucro social considera o balanço financeiro e as “transformações econômicas e sociais geradas pelas ações” da companhia. Foram usados “parâmetros consolidados” para calcular como cada ação reverbera na sociedade. Segundo a empresa, o índice de lucro social foi obtido a partir da divisão do lucro pelo total de recursos investidos na estatal para execução das políticas públicas. “Agora o povo brasileiro sabe o quanto a Conab devolve para a sociedade brasileira nas políticas públicas que desenvolvemos”, disse Pretto. Para ele, o principal feito da gestão foi a atuação na garantia de abastecimento e no combate à fome no país. Ele ressaltou ainda que a Conab reformou 64 unidades armazenadoras nos últimos anos, o que permitiu triplicar a capacidade de armazenagem no período. Pretto admitiu que o déficit de armazenagem persiste no país, também em função do aumento da produção, e disse que é preciso uma ação integrada dos setores público e privado para melhorar esse cenário. “É preciso continuar a ter uma atuação forte do poder público e é preciso que setor privado faça sua parte. É preciso fazer uma boa administração para que não fique produção no relento”, afirmou. Novo presidente Sílvio Porto, atual diretor de Política Agrícola e Informações e que será o próximo presidente da Conab, disse que a divulgação do lucro social da Conab mostra a relevância da empresa para o país. “Isso possibilita quantificar o real significado da Conab para a sociedade brasileira. A Conab, muitas vezes, é questionada da sua relevância. A publicação mostra que a empresa é fundamental para o combate à fome, a inclusão social e para a política nacional de abastecimento”, afirmou. Porto substituirá Edegar Pretto, que está no comando da empresa desde 2023 e deixará o cargo nos próximos dias para concorrer a governador do Rio Grande do Sul nas eleições de outubro. Ele foi diretor da Conab entre 2003 e 2014 e participou da criação do Programa de Aquisição de Alimentos. No balanço divulgado ontem, a Conab destacou avanços na política do PAA, com a contratação de R$ 1,8 bilhão para compras públicas de 215 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar nos três últimos anos e atuação em 1.750 municípios. A companhia ressaltou ainda o aporte de R$ 1,5 bilhão no período em operações de Aquisição do Governo Federal (AGF) para recompor estoques públicos de arroz, milho e trigo.