Geadas e temperaturas negativas atingem Sul do país
Temperaturas frias causaram geadas e transtornos para agricultores e pecuaristas no Sul do país na madrugada desta terça-feira (19/5). O Instituto Nacional de...
Temperaturas frias causaram geadas e transtornos para agricultores e pecuaristas no Sul do país na madrugada desta terça-feira (19/5). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou possível ocorrência de geada em pelo menos 40 municípios no Centro-Sul do país, com casos nos três Estados do Sul, em São Paulo e Mato Grosso do Sul. No município de Pinheiro Machado (RS), a MetSul registrou a menor temperatura do ano: -4,8ºC. Segundo a empresa de meteorologia, este foi o terceiro dia de temperaturas negativas no município em 2026. Já a leitura do Inmet aponta que Pinheiro Machado foi a segunda cidade mais fria do país nesta manhã, com os termômetros marcando uma mínima de 3°C. O tempo frio marca o período de início da temporada de geadas na região, ainda que as consequências do tempo gelado para os agricultores não seja imediata. Para Maurício Geist, pecuarista no município, o frio afeta mas os moradores já estão acostumados com seus impactos. “Apesar de não termos culturas agrícolas afetadas pela geada, ela prejudica bastante os campos nativos onde são criados os bovinos de corte. Nesta época a pastagem nativa perde bastante qualidade, mas é uma realidade que temos que enfrentar todos os anos”, relata. Leticia Faria, que produz milho, hortaliças e gado em Pinheiro Machado, diz que se as geadas persistirem os danos podem começar a aparecer precocemente. “Ainda não registramos perdas, mas se, se as geadas continuarem, o campo pode começar a ressecar daqui uma semana”, estima. Leia mais O que é geada? Saiba como o fenômeno é formado Veja previsão para sua cidade A cidade, que fica próxima à fronteira com o Uruguai, é reconhecida por ser uma das mais frias do país. Por isso, os produtores já estão, na medida do possível, para os desafios do clima frio. “Fazemos pastagens anuais de aveia, semeia e azevém em algumas partes dos campos nativos que são melhorados com adubação, além de fornecer um sal proteinado para o gado, para aumentar a proteína visto que o pasto seca com a geada”, conta Geist. Na propriedade da Leticia Faria, as ações costumam ser para mitigar os danos. “O milho que esperamos que vamos perder pela geada, damos para o gado”, diz. No entanto, ela lembra que não é raro perder carneiros filhotes nas madrugadas mais geladas do ano. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) confirmaram que ainda não foram relatados danos nas áreas mais propensas a geadas nos Estados. Essa massa de ar polar que atua no Sul vai se espalhar sobre parte do Centro-Sul do Brasil e será suficiente para manter as temperaturas baixas na região pelo menos até o final de semana.