Preço do arroz é o maior em seis meses, mas custo e margens negativas limitam vendas
Mesmo com a recente alta nos preços, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplic...
Mesmo com a recente alta nos preços, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), custos elevados, margens negativas e incertezas sobre medidas de apoio ao setor são os fatores que vêm travando as negociações. Nesta terça-feira (24/3), o indicador Cepea/Irga-RS para o arroz em casca registrou a cotação de R$ 61,52 a saca de 50 quilos, uma alta de 10,83% desde o início de março. Em termos nominais, essa é a primeira vez que a cotação fica acima de R$ 60 desde setembro de 2025. De acordo com o Cepea, parte dos compradores prioriza a aquisição de arroz já disponível nas unidades de beneficiamento, diante de dificuldades logísticas agravadas pela alta do diesel e pelo encarecimento dos fretes. Pelo lado da oferta, prevalece a retração, com produtores aguardando melhores condições de venda. Mesmo com a valorização recente, os preços atuais ainda não garantem rentabilidade, fator que ajuda a explicar a baixa liquidez que persiste no mercado. Diante desse cenário, entidades representativas, como a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), intensificam a articulação por medidas de apoio ao setor. Entre os pontos centrais do auxílio está o cronograma de pagamento do custeio da safra 2025/26, atualmente estruturado em até quatro parcelas. Como a primeira parcela coincide com o período de maior oferta, a proposta das entidades é ampliar o parcelamento para oito meses, reduzindo a pressão sobre a comercialização. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural