Preço do boi gordo cai em São Paulo com boa oferta de gado

O mercado físico do boi gordo teve um dia de pressão em importantes praças nesta quarta-feira (20/5), informa a consultoria Safras & Mercado. O padrão das n...

Preço do boi gordo cai em São Paulo com boa oferta de gado
Preço do boi gordo cai em São Paulo com boa oferta de gado (Foto: Reprodução)

O mercado físico do boi gordo teve um dia de pressão em importantes praças nesta quarta-feira (20/5), informa a consultoria Safras & Mercado. O padrão das negociações dos últimos dias foi mantido, com a sazonalidade ainda afetando as cotações. A expectativa de disponibilidade maior de gado e o avanço das escalas de abate fez com que os valores negociados pelos animais caíssem. Segundo a Scot Consultoria, nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo caiu R$ 3, para R$ 345 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China” e da novilha também recuaram R$ 3, para R$ 350 e R$ 330 a arroba, respectivamente. Para a vaca, não houve alterações. Em São Paulo, segundo a Scot, a oferta estava confortável, enquanto a demanda por carne bovina seguia lenta, pressionando as cotações. Nesse cenário, os compradores aproveitaram para testar preços abaixo da referência. Além das duas praças paulistas, foram registradas quedas no preço do boi gordo em Goiânia, sul de Goiás, sul e oeste da Bahia, sudoeste de Mato Grosso e oeste do Maranhã. Houve altas no sudeste de Rondônia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Nas demais 22 regiões monitoradas pela Scot não houve alterações nas cotações. No entanto, mesmo diante de boa oferta de gado, o mercado volta às atenções para o exterior. Nesta quarta-feira, a China retirou a suspensão de exportações de três frigoríficos: Frisa, em Nanuque (MG); Bon-Mart, em Presidente Prudente (SP); e a JBS, em Mozarlândia (GO). Os embarques desta unidade para o mercado chinês estavam suspensas desde março de 2025. Com a medida, o Brasil passou a contar com 66 frigoríficos aptos a exportar carne bovina para o mercado chinês. Além disso, autoridades brasileiras passam a negociar uma possível flexibilização das medidas de salvaguarda chinesas, em um modelo em que o Brasil possa absorver volumes de outros exportadores que não conseguirem preencher suas cotas, a exemplo do que acontece com Estados Unidos, Argentina, Uruguai e Nova Zelândia. “Em caso de uma resposta positiva por parte das autoridades chinesas haveria maior suporte aos preços”, destaca Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural