Rússia suspende exportação de nitrato de amônio e afeta mercado de fertilizantes
A Rússia suspendeu temporariamente as exportações de nitrato de amônio, matéria-prima utilizada na adubação de áreas agrícolas, para focar no abastecim...
A Rússia suspendeu temporariamente as exportações de nitrato de amônio, matéria-prima utilizada na adubação de áreas agrícolas, para focar no abastecimento interno, conforme informação divulgada pela agência de notícias Bloomberg nesta terça-feira (24/3). A medida restringe a oferta global de fertilizantes, em um mercado já fragilizado pela guerra no Irã. A suspensão foi definida pelo Ministério da Agricultura russo e permanece em vigor de 21 de março a 21 de abril. Os fornecimentos previstos em acordos intergovernamentais estão isentos. “A suspensão das exportações permitirá o fornecimento prioritário ao mercado interno durante o período de trabalho de campo da primavera e garantirá seu progresso ininterrupto em meio à crescente demanda de exportação por fertilizantes nitrogenados”, afirmou o ministério, segundo a publicação da agência. A Rússia, segundo maior produtor mundial de fertilizantes, responde por cerca de 20% do comércio global de nutrientes. Leia também Por que a guerra no Irã fez disparar o preço dos fertilizantes O anúncio ocorre em um momento em que o fluxo global de fertilizantes foi interrompido pela guerra no Irã. O Estreito de Ormuz movimenta cerca de um terço do comércio global de fertilizantes e foi fechado desde o início do conflito, no final de fevereiro. Além disso, o Irã é um dos principais fornecedores de ureia ao Brasil, outro insumo utilizado na fertilização das lavouras. Os riscos de abastecimento são agravados pelo fato de a China, maior produtora de nutrientes, também ter restringido as exportações. De acordo com a Bloomberg, agricultores do Hemisfério Norte geralmente aumentam a aplicação de nutrientes durante o período de plantio da primavera. A escassez pode aumentar a competição pelos estoques limitados de fertilizantes no mercado global, elevando os custos dos agricultores e, consequentemente, aumentando os preços dos alimentos.