Suplementação proteica se torna aliada da pecuária diante da queda na qualidade das pastagens
Com a chegada do período de transição entre as águas e a seca, as pastagens entram em fase de maturação e passam por mudanças significativas em sua compo...
Com a chegada do período de transição entre as águas e a seca, as pastagens entram em fase de maturação e passam por mudanças significativas em sua composição nutricional. Nesse estágio, o capim apresenta redução no teor de proteína e aumento da fibra, o que impacta diretamente o desempenho dos bovinos de corte e acende um alerta para os pecuaristas. Sem uma estratégia nutricional adequada, é comum que os animais reduzam o consumo de matéria seca, apresentem queda no ganho de peso e tenham o ciclo produtivo prolongado. Diante desse cenário, a suplementação proteica tem ganhado destaque como uma ferramenta eficiente para manter a produtividade mesmo em condições menos favoráveis. De acordo com o zootecnista e gestor comercial da NutriGanho, Fernando Carlos de Oliveira, a principal função da suplementação nesse período é garantir o bom funcionamento do rúmen, especialmente quando a forragem disponível já não supre as exigências nutricionais dos animais. “Quando o pasto perde qualidade, falta proteína para os microrganismos do rúmen. A suplementação entra justamente para corrigir esse déficit, melhorar a digestão da fibra e permitir que o animal aproveite melhor o alimento disponível”, explica. Além de favorecer a digestibilidade, a estratégia também contribui para o aumento do consumo de forragem. Animais com deficiência proteica tendem a reduzir a ingestão de alimento, o que compromete ainda mais o desempenho. Com o suporte adequado, há estímulo ao consumo, maior ingestão de nutrientes e, consequentemente, melhores resultados produtivos. “Mesmo com o pasto mais fibroso, é possível manter ganhos satisfatórios de peso quando a suplementação é bem ajustada. Isso evita perdas produtivas importantes e reduz o tempo de recria e terminação dos animais”, destaca Oliveira. Outro ponto relevante é a eficiência do sistema como um todo. Com o ambiente ruminal equilibrado, há melhora na fermentação, aumento da produção de proteína microbiana e melhor conversão alimentar. Na prática, isso significa produzir mais carne com melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. Do ponto de vista econômico, a suplementação proteica também se mostra vantajosa. Apesar do investimento, a estratégia contribui para reduzir prejuízos causados pela queda na qualidade das pastagens, além de possibilitar maior eficiência produtiva e até incremento na lotação das áreas. Para o especialista, o planejamento nutricional é essencial para enfrentar esse período com mais segurança. “O produtor que se antecipa e ajusta a dieta consegue manter o desempenho do rebanho e proteger sua rentabilidade. Hoje, a nutrição é uma ferramenta estratégica dentro da fazenda”, conclui Fernando Carlos de Oliveira. A recomendação é que os pecuaristas busquem orientação técnica para definir a melhor estratégia de suplementação, considerando a realidade de cada propriedade. Empresas especializadas, como a NutriGanho, oferecem suporte completo na avaliação, implantação e acompanhamento nutricional, com foco em eficiência e resultado no campo. @nutri.ganho